Brasil perde para a França, e atuação liga alerta antes da Copa do Mundo
O Brasil perdeu para a França por 2 a 1 e deixou uma impressão preocupante às vésperas da Copa do Mundo. Apesar de alguns bons momentos, principalmente no segundo tempo, a sensação foi clara: os franceses estão alguns níveis acima da Seleção Brasileira hoje.

No primeiro tempo, o Brasil até conseguiu se defender bem dentro da sua proposta e tentou criar algumas chances. Raphinha finalizou para fora, enquanto Gabriel Martinelli teve a melhor oportunidade, cortando para dentro e batendo com perigo na entrada da área. A bola passou perto, e ficou a sensação de que, se fosse no gol, seria difícil de defender.
Por outro lado, a França mostrou muito mais maturidade. Em um lance que resume bem a diferença entre as equipes, Ousmane Dembélé encontrou um passe preciso, praticamente com GPS, e Kylian Mbappé demonstrou toda sua frieza na frente de Ederson. Com muita calma, o atacante deu uma cavadinha perfeita para abrir o placar.
Esse gol funcionou como um choque. Mais do que sair na frente, a França deixou claro que não está apenas um degrau acima — mas alguns níveis à frente do Brasil. Faltou à Seleção justamente esse tipo de jogada: alguém que pense rápido, execute com precisão e tenha tranquilidade na hora decisiva.
Brasil melhora, mas não consegue pressionar
No segundo tempo, o Brasil voltou melhor. A entrada de Luiz Henrique deu mais força pelo lado do campo, com boas jogadas individuais e mais presença ofensiva.
Além disso, a expulsão de Dayot Upamecano colocou o Brasil em vantagem numérica. No entanto, mesmo com um jogador a mais, a Seleção não conseguiu transformar a posse de bola em pressão real. Faltou agressividade e, principalmente, mais finalizações.
Curiosamente, a pressão parecia até mais organizada antes da expulsão do que depois. O Brasil rodava a bola, mas sem conseguir incomodar de verdade.
França decide mesmo com um a menos
E foi justamente nesse cenário que a França mostrou novamente sua superioridade. Mesmo com um jogador a menos, a equipe conseguiu trabalhar a bola com qualidade até encontrar mais um passe decisivo. Michael Olise participou da jogada, Ederson ainda tentou salvar, mas Hugo Ekitiké apareceu para marcar — novamente com uma cavadinha.
O segundo gol praticamente definiu o jogo. O Brasil ainda diminuiu com Bremer e tentou reagir, mas já era tarde.
Falta de resposta e debate sobre titulares
No fim, ficou a sensação de que a França não precisou se esforçar tanto para vencer. O Brasil teve mais a bola em alguns momentos, mas pouco ameaçou de fato.
Além disso, a partida reforça um ponto importante: talvez seja hora de repensar os critérios da Seleção. Mais do que o desempenho nos clubes, o que precisa pesar é o rendimento com a camisa do Brasil.
Jogadores como Raphinha e Vinicius Junior são indiscutíveis em seus times, mas ainda não conseguiram repetir esse nível pela Seleção. Enquanto isso, nomes como Luiz Henrique já deram respostas mais consistentes quando tiveram oportunidade.
Amistoso deixa recado sobre o nível do Brasil
Esse amistoso também dizia muito sobre o nível de confiança que o torcedor poderia ter na Seleção para a Copa do Mundo. Uma vitória sobre a França abriria espaço para empolgação, justamente por se tratar de uma das seleções mais fortes do mundo.
E mais do que isso: em termos de elenco, a França hoje é, na minha opinião, a melhor seleção do mundo. Em peças, em opções, em profundidade — é o elenco mais completo. Talvez o futebol jogado hoje não seja mais organizado do que o de Espanha ou Argentina, mas em nomes disponíveis, a França está acima.
Por outro lado, a derrota passa um recado diferente. Mostra que, apesar das ideias trazidas por Carlo Ancelotti, o Brasil ainda está abaixo desse nível mais alto de competitividade.
Portanto, o amistoso contra a Croácia pode ser decisivo para ajustes. Ainda há tempo, mas a Seleção precisa evoluir rápido. A impressão deixada contra a França é clara: se quiser competir de verdade na Copa do Mundo, vai precisar jogar mais bola.
